"The range of what we think and do is limited by what we fail to notice. And because we fail to notice that we fail to notice there is little we can do to change until we notice how failing to notice shapes our thoughts and deeds." (Ronald D. Laing)
segunda-feira, setembro 30, 2013
terça-feira, setembro 24, 2013
frases que um atleta às vezes ouve de passagem (i)
- se fosses sachar batatas...
(era.
isso e estercar as terras. parece que estamos no mês para isso.
não é que ainda não me tenha passado pela cabeça. e promovido em mim algum sentimento enaltecido de orgulho pela possibilidade futura de comunhão com a mãe natureza. mas depois páro. e, geralmente, reconsidero.)
não é que ainda não me tenha passado pela cabeça. e promovido em mim algum sentimento enaltecido de orgulho pela possibilidade futura de comunhão com a mãe natureza. mas depois páro. e, geralmente, reconsidero.)
quinta-feira, setembro 19, 2013
há a mais velha profissão. e depois há também a mais velha pergunta.
(he) - ooh, but if you can explain it all strictly in gender terms, why do you, why does any woman waste time getting mad at or bother trying to change a man?
(friend) - exactly, it's all biology. what is the problem?
(she) - and you are so so good at turning things around... i mean like: you're a genius!...
(he) - oh no, no. I am just saying is like being pissed at a frog for being green.*
*(Before midnight, 2013, Richard Linklater)
sexta-feira, setembro 13, 2013
domingo, julho 21, 2013
replace fear of the unknown with curiosity
o tanas.
deixa-o estar, ao fear do unknown, bem sossegadito que algum propósito há-de ter. por mero e casual exemplo, fazer com que nos remetamos ao essencial (i.e. a 5 artigos e mais um ou outro) para escrever uma tese. já a damn curiosity, por querer saber mais isto e, se puder ser, ainda mais aquilo e aqueloutro, além de não dar cabo do unknown, o que nos faz é perder a cabeça, a paciência e - pior que tudo! - o tempo no meio dos milhões de artigos da pubmed.
quinta-feira, julho 18, 2013
segunda-feira, julho 08, 2013
birras (ii)
para além de sovina, ainda é cabra. a cerveja no nosso país não tem vergonha na cara.
(deve ter motivos para isso. oba!)
sexta-feira, junho 28, 2013
domingo, junho 16, 2013
em delírio
desde que descobri que há uma great song inspirada num favorite book.
(o conhecimento a mim chega-me sempre com décadas de atraso. quando toda a gente já viu, reviu, entrou em histeria, teve convulsões, reanimações, deu palestras, desenrolou toda a sua vida com base nisso, e se cansou, de tão batido que estava, chego eu à festa, fresquíssima. depois, completamente out of time, extasio-me.
mas, pronto, eventualmente chega.)
mas, pronto, eventualmente chega.)
sexta-feira, junho 14, 2013
uma vez ou outra quando o autocarro passa na paragem do hospital
há algo de extremamente romântico, comovedor e, de certa forma, abrupto, em ver um homem - de escalpe luzidio, barriga a saltar da calça, em robe de seda e chinelo de flanela - a apanhar flores com a maior candura no meio dos canteiros da portaria.
(é de fazer crer que não há limites para o pudor humano. oba!)
segunda-feira, junho 03, 2013
'nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.'
do tempo em que corríamos ao campo, pelos caminhos de amoras, giestas e silvas,
em que as procurávamos, uma a uma, dispersas nos lameiros verdes e frescos,
as macelas, macelinhas, daquelas mais miudinhas, daquelas mais amarelas...
hoje cobrem-te a campa.
felizes, nós, que cremos em Lavoisier.
(parabéns, avó, pelas memórias.)
quarta-feira, maio 29, 2013
quinta-feira, maio 23, 2013
Wie geht's? (*Como estás?)
- es geht. (*vai-se andando)
não, diz-me ele, corrigindo. não, não e não. não podes responder assim: é de mau tom, revela falta de maneiras, má educação. dizer uma coisa assim, imprecisa, morna, deslavada, coaje o outro a ter que se interessar pela tua vida, a perguntar: então, diz láaaa, afinal que se passa?... e não pode ser. há que não importunar o outro. há que omitir, encobrir, enfeitar. encurtar a resposta para que possamos todos coexistir com um belíssimo sorriso amarelo empunhando triunfantemente o livro de etiqueta nas mãos. para que possamos manter uma convivência morna mas extensa e sem azias, sem emoções, sem extremismos desnecessários. em sociedade. isso, nem que nos estejam a sair as tripas pelo buraco do umbigo.
como? para poupar os outros, disse? os outros que quê - para a próxima segue um entusiástico
- sehr gut! exzellent! wunderbar! (* muito bem! excelente! espetacular!) -
mas é para me poupar a mim que ando sem paciência para dar explicações.
segunda-feira, maio 20, 2013
intervenção divina. isso Ou genealógica.
![]() |
| foto: íman de frigorífico da sô dona m.m.g. |
ah não, espera!, - parece que este ano foi mesmo o Jesus. malandreco.
(post dedicado com muito fervor à FJ, encéfalo-mor da espiral medula)
quarta-feira, maio 15, 2013
Do you have advice for young scientists?
"Be clear
with yourself about what exactly you want to do in the long term. Know
how you want to affect the world and what you are passionate about.
Ignore boundaries and pursue what you want most to do.",
says Laura Deming, aged 19, a bright, motivated and passionate scientist.
and for the old ones, do you have any?
segunda-feira, maio 13, 2013
sexta-feira, maio 10, 2013
Cheshire cat (i)
"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros / De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!" (...)
hmm,
Eu olho-os com olhos lassos, (...)
E cruzo os braços, (...)
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
isso!
but god damnit, man! you're not leaving me many chances.
segunda-feira, maio 06, 2013
‘Are you still an effective team?’,
says Sally*, in a brilliant Texas accent and with an enthusiastic smile. o presidente do Conselho Europeu deve ter visto o filme recentemente também:
«Rompuy elogiou o comportamento de Portugal nos últimos dois anos. O país "é um bom exemplo" pelos resultados alcançados no "trabalho que tem sido feito nas finanças públicas e na implementação de reformas", disse. "O mais importante é mantermos o nosso rumo", vincou, defendendo mesmo que isso é "imprescindível para a credibilidade" externa dos países. Até porque, "se formos bem-sucedidos, a crise acabará por nos tornar mais fortes". Foi, aliás, esse bom comportamento que permitiu que os credores internacionais alargassem o prazo para o pagamento da dívida portuguesa há algumas semanas (...).»**
«Rompuy elogiou o comportamento de Portugal nos últimos dois anos. O país "é um bom exemplo" pelos resultados alcançados no "trabalho que tem sido feito nas finanças públicas e na implementação de reformas", disse. "O mais importante é mantermos o nosso rumo", vincou, defendendo mesmo que isso é "imprescindível para a credibilidade" externa dos países. Até porque, "se formos bem-sucedidos, a crise acabará por nos tornar mais fortes". Foi, aliás, esse bom comportamento que permitiu que os credores internacionais alargassem o prazo para o pagamento da dívida portuguesa há algumas semanas (...).»**
sujo, exausto e impaciente, o País quer perceber o que diz o presidente. quer saber como pode ele responder às suas preces, às suas questões, às suas dúvidas. quer tomar o microfone nestas visitas de quando a quando. mas o presidente, ou os senhores da troika, ainda que pareçam falar ao povo, não falam verdadeiramente para o povo:
Vicka* a.k.a. Passos Coelho e o seu executivo tomam o microfone: Another day in paradise, Sally.
«Porêm», avança o Sr. Rompuy (Sally), sem querer pintar as coisas em demasia, «há ainda um longo caminho a percorrer. os "ajustamentos são difíceis, demoram muito tempo até parecerem fazer efeito" e é preciso "coragem política", avisou, mesmo que as sondagens mostrem que o Governo é cada vez menos querido pela população. Essa é, aliás, uma situação que Rompuy desvaloriza. "É tempo de coragem política e muitos líderes, tal como os do vosso país, mostram coragem. Estão convencidos que tem que ser como agem. E é assim que tem que ser.»**
Vicka* suspira, ou Passos Coelho e o seu executivo suspiram (, o País expira). mas compõem logo o seu melhor sorriso enquanto se dirigem ao País:
Only two more weeks (como quem diz, anos), Jack (O País), and we can finally leave and join the others. Please, don't take any chances...
(shouldn't we? que eles estão convencidos percebo eu. mas, muito infelizmente, a fé não parece ser um bom indício de razão. pensar que ainda por cima as premissas da fé se podem basear em erros de cálculo, é tirarem-me outro pedaço de tapete. chegar a ponderar a ideia de alocar as esperanças na fatia política oposta, que foca as preocupações na cavalgada sobre o governo, é permitir um gancho nos queixos; enquanto que idealizar que as medidas (ainda que enaltecíveis), propostas por uma facção que ainda crê que o comunismo é operacionável, poderiam chegar para cobrir a dívida que nem uma tonelada de ouro europeu cobre, é oferecer a face a um valente soquete esquerdino.
who should we trust then? No one, someone whispers. é o knock out - e arrumam comigo de vez.).
* Oblivion (2013)
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