"The range of what we think and do is limited by what we fail to notice. And because we fail to notice that we fail to notice there is little we can do to change until we notice how failing to notice shapes our thoughts and deeds." (Ronald D. Laing)
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sexta-feira, junho 27, 2014
terça-feira, outubro 01, 2013
virar o disco e não tocar o mesmo
"I don't understand why Europeans and South Americans can take more sophistication. Why is it that Americans need to hear their happiness major and their tragedy minor, and as jazzy as they can handle is a seventh chord? Are they not experiencing complex emotions?" (Joni Mitchell)
sofisticados? nós? a sério?! porque tenho a mesma questão: mas não há condescendência com a complexidade? não há pensamento independentemente dos lados de uma barricada?!
ui, parece que há: ao invés de serem os "independentes" a moldarem-se à forma da caixa dos partidos, passam os partidos a apoiar os independentes. a sério?! não pode. basicamente, é pegar no disco e tocá-lo ao contrário (que é o mesmo que dizer: umas vezes corre bem, outras nem tanto).
não sei se é uma sofisticação, mas quero acreditar que é, pelo menos, uma inovação. quase quase como passar de procariontes a eucariontes! oba.
(evolução: nos aguardji!)
(evolução: nos aguardji!)
domingo, junho 16, 2013
em delírio
desde que descobri que há uma great song inspirada num favorite book.
(o conhecimento a mim chega-me sempre com décadas de atraso. quando toda a gente já viu, reviu, entrou em histeria, teve convulsões, reanimações, deu palestras, desenrolou toda a sua vida com base nisso, e se cansou, de tão batido que estava, chego eu à festa, fresquíssima. depois, completamente out of time, extasio-me.
mas, pronto, eventualmente chega.)
mas, pronto, eventualmente chega.)
segunda-feira, junho 03, 2013
'nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.'
do tempo em que corríamos ao campo, pelos caminhos de amoras, giestas e silvas,
em que as procurávamos, uma a uma, dispersas nos lameiros verdes e frescos,
as macelas, macelinhas, daquelas mais miudinhas, daquelas mais amarelas...
hoje cobrem-te a campa.
felizes, nós, que cremos em Lavoisier.
(parabéns, avó, pelas memórias.)
quarta-feira, maio 29, 2013
terça-feira, abril 16, 2013
quinta-feira, abril 04, 2013
terça-feira, março 20, 2012
segunda-feira, março 19, 2012
the first time. and all the others. as long it can be called experience.
"Chasing rainbows all my days
Where I go I do not know
I only know the place I've been
Dreams they come and go, ever shall be so
Nothing's real until you feel." (*)
(*) Iron Maiden,Ghost Of The Navigator, Brave New World, 2000,
domingo, janeiro 29, 2012
florence is a machine.
![]() |
| foto daqui. |
"And I'm damned if I do and I'm damned if I don't
So here's to drinks in the dark at the end of my road
And I'm ready to suffer and I'm ready to hope
It's a shot in the dark aimed right at my throat
Cause looking for heaven, found the devil in me
Looking for heaven, found the devil in me
Well what the hell I'm gonna let it happen to me."*
*(Florence and The Machine, Shake it out. Album: Ceremonials)
terça-feira, janeiro 24, 2012
sábado, janeiro 14, 2012
push the button
expliquem-me por favor por que meio infeliz as pessoas não puxam o autoclismo quando vão a uma casa de banho que se localiza fora das suas casinhas. é que já não é a primeira, nem a segunda, nem certamente será a última vez que vou a uma casa de banho [pública] e que me deparo com o espetáculo ao vivo e a cores na sanita perto de mim. quem nunca experienciou isto que dê um gritinho: a água amarela na melhor das hipóteses, a louça tingida de outra cor e substância na talvez pior (mas não meto limites: o ser humano é capaz de me surpreender).
e não compreendo, pronto, não compreendo. até é coisa para me ultrapassar: a incapacidade de se descarregar um autoclismo. um auto-clismo. nem é preciso encher um balde, erguê-lo e despejá-lo. não. tudo se resume a um simples botão que devemos premir. posto isto, soltar-se-á uma enxurrada de água para que tudo regresse à normalidade naquele local de higiene. um pequeno e simples botão. mais nada. mais simples que isso só se for por pensamento (a caminhar como estamos para o absoluto dolce far niente é coisa para se pretender. ou se pudesse ser automático sem que uma pessoa tivesse de se dar ao trabalho de pensar, ui ui!).
e não compreendo, pronto, não compreendo. até é coisa para me ultrapassar: a incapacidade de se descarregar um autoclismo. um auto-clismo. nem é preciso encher um balde, erguê-lo e despejá-lo. não. tudo se resume a um simples botão que devemos premir. posto isto, soltar-se-á uma enxurrada de água para que tudo regresse à normalidade naquele local de higiene. um pequeno e simples botão. mais nada. mais simples que isso só se for por pensamento (a caminhar como estamos para o absoluto dolce far niente é coisa para se pretender. ou se pudesse ser automático sem que uma pessoa tivesse de se dar ao trabalho de pensar, ui ui!).
eu já nem digo usar o piaçaba. não. ui senhor!, isso já seria exigir muito. seria exigir que uma pessoa se desse ao trabalho de limpar o que sujou. ui, não, deus nos livre de cometer tal esforço! mas o botãozinho, a acontecer tão perto de nós, e a implicar apenas que tenhamos em nós uma parte de corpo que encaixe nele, oh por favor.
posto isto, só me resta invocar The Chemical Brothers na sua educadora cançãozinha. ora escutem:
posto isto, só me resta invocar The Chemical Brothers na sua educadora cançãozinha. ora escutem:
"Don't hold back...
Cause you woke up in the morning, with initiative to move, so why make it harder...
Don't hold back...
If you think about it, so many people do, be cool man, look smarter....
Don't hold back...
(...)
World, the time has come to...
Push the button...
World, the time has come to...
Push the button...
World, the time has come to...
Push the button...
World, my finger, is on the button...
My finger, is on the button...
My finger, is on the button...
Push the button..."
take-home message (porque convêm sempre reforçar a ideia): from time to time, your finger should also be on the button.
terça-feira, setembro 27, 2011
'get him up. let him live.'
(ver a partir minuto 5:02. não ver se quiserem ver o filme por inteiro.)
Alexandria: Why are you making everyone die?
Roy Walker: Because... everything dies.
Alexandria: Don't kill him.
Roy Walker: There's nothing left for him.
Alexandria: I don't want you to die. Roy. Don't kill him. Let him live. Let him live. Don't kill him. Roy?*
(somos nós o nosso próprio destino. podemos culpar o outro, e o azar, mas isso não muda a nossa responsabilidade. todos temos um secret hell. mas é a vontade. é a vontade.
You should be scaring me
But don't I only scare myself?**)
But don't I only scare myself?**)
* The Fall, Tarsem Singh, 2006.
** dEUS, Secret hell, Worst Case Scenario, 1994.
segunda-feira, setembro 19, 2011
quinta-feira, agosto 04, 2011
porque as coisas, às vezes, têm um sentido.
"My daddy left home when I was three
And he didn't leave much to ma and me
Just this old guitar and an empty bottle of booze.
Now, I don't blame him cause he run and hid
But the meanest thing that he ever did
Was before he left, he went and named me "Sue."
Well, he must o' thought that is quite a joke
And it got a lot of laughs from a' lots of folk,
It seems I had to fight my whole life through.
(...)
I tell ya, life ain't easy for a boy named "Sue."
Well, I grew up quick and I grew up mean,
(...)
But I made a vow to the moon and stars
That I'd search the honky-tonks and bars
And kill that man who gave me that awful name.
(...)
At an old saloon on a street of mud,
There at a table, dealing stud,
Sat the dirty, mangy dog that named me "Sue."
(...)
I looked at him and my blood ran cold
And I said: "My name is 'Sue!' How do you do!
Now your gonna die!!"
Well, I hit him hard right between the eyes
(...)
And he said: "Son, this world is rough
And if a man's gonna make it, he's gotta be tough
And I knew I wouldn't be there to help ya along.
So I give ya that name and I said goodbye
I knew you'd have to get tough or die
And it's the name that helped to make you strong."
He said: "Now you just fought one hell of a fight
And I know you hate me, and you got the right
To kill me now, and I wouldn't blame you if you do.
But ya ought to thank me, before I die,
For the gravel in ya guts and the spit in ya eye
Cause I'm the son-of-a-bitch that named you "Sue.'"
(...)"
(se aceitarmos as coisa à partida, olhando-as lineares e axiomáticas, nunca saberemos como afinal poderiam ter sido.)
quinta-feira, junho 30, 2011
terça-feira, junho 21, 2011
your feet were also made for walkin'
Sai de casa e vem comigo para a rua Vem,
que essa vida que tens Por mais vidas que tu tenhas
É a tua que mais perdes se não vens.
(mas é inevitável. as perdas, a serem percebidas, percebem-se sempre depois.
o que nos vale é não percebermos nem o quanto nem exactamente tudo o que perdemos.)
que essa vida que tens Por mais vidas que tu tenhas
É a tua que mais perdes se não vens.
(mas é inevitável. as perdas, a serem percebidas, percebem-se sempre depois.
o que nos vale é não percebermos nem o quanto nem exactamente tudo o que perdemos.)
terça-feira, junho 14, 2011
só te levantas se cais, só cais se te desequilibras, só te desequilibras se te mexes.
"We like to play with words a lot, put two words together for example, and make a new word out of it. It means jumping into puddles. It should be two words but it's almost like a name now. The lyrics describe an atmosphere, a memory or something, like being a kid jumping into puddles, falling down and getting a nosebleed, getting back up... It doesn't really matter when you're a kid."
(Georg Holm, about Hoppipolla)
(também não devia importar quando já somos grandes.)
segunda-feira, junho 13, 2011
Papillon (i)
(duramos tão pouco.
como é possível passar um dia que seja sem que testemos os nossos limites?)
sexta-feira, abril 15, 2011
os fabulosos anos 80
(Essa Entente, Dança Nua, 1989)
"... quer levar-me mas eu não vou ficar
Apenas vou sorrir, passar..."
(por mais cruas que sejam as coisas, tenho sempre saudades destes anos.)
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