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terça-feira, abril 19, 2011

Dos tropeções silenciosos


- [...................... ]
- estou? estás aí?
- [......... ] estou...
- ah, não te ouvia, pensei que tinhas ido abaixo.


(também eu.)


quinta-feira, dezembro 02, 2010

chiu (II)




caminham na rua, olhos nos olhos, nas mãos, nos gestos. falam entre si numa língua que não entendo. quero ouvir, ouvir o que dizem, e não sei. conversas assim entre duas pessoas: das coisas mais bonitas que já vi. linguagem gestual, digo: no meio de todo o ruído, são eles que me cativam.

são os olhares, os gestos e as expressões. tudo fala sem falar. tudo se expressa, mesmo quando queremos conter.

porque, se virmos bem, o silêncio não existe.


quarta-feira, setembro 22, 2010

negligência


porque vale a pena dar a conhecer repetir divulgar espalhar gritar. até que a garganta doa. até que os olhos chorem. até que alguma coisa mude.


quinta-feira, outubro 15, 2009

chiu













não digas nada, não digas.
para quê?

o teu olhar é música para os meus ouvidos.



(cansam-me, às vezes, as palavras.)


sexta-feira, novembro 28, 2008

Fractal




















(há dias em que as palavras saem feias. e depois batem e ressoam.)