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domingo, outubro 02, 2011

consequências da não aprendizagem compreensiva da função da filinha indiana na escola primária.

    

mas a sério? não podem ser dois? vá lá, dois. três é demais, sim, claro, pois... mas dois entravam tão bem! vamos coladinhos coladinhos que nem se nota! já viu o tempo que se poupava na fila das 9? era logo para metade! não? oh vá láaaaaaaaaa. olhe para o meu beicinho descaído. eu tenho dois filhos e uma mulher. e um ou outro primo, vá... oh vá láaa. pleeeeeeeeease! não ainda? mas não mesmo? então amaldiçoada-seja-a-tua-mãe-e-o-teu-pai-e-a-tua-geração,-que-tenhas-doenças-e-nunca-saúde-e-por-belzebu-que-arreganhes-os-dentes-e-nunca-durmas-descansado-e-te-borres-nas-calças-e-que-morras-de-sofrimento-depois-de-veres-todos-os-teus-a-morrer! e ora toma.

 
(este tipo de avisos suscita sempre em mim muita imaginação. pensar no que os desencadeia. nos acontecimentos que ali já tomaram lugar. ah! em toda a maravilha e peculariedade do comportamento humano! ...)
           
         
            

terça-feira, junho 14, 2011

só te levantas se cais, só cais se te desequilibras, só te desequilibras se te mexes.





"We like to play with words a lot, put two words together for example, and make a new word out of it. It means jumping into puddles. It should be two words but it's almost like a name now. The lyrics describe an atmosphere, a memory or something, like being a kid jumping into puddles, falling down and getting a nosebleed, getting back up... It doesn't really matter when you're a kid."
(Georg Holm, about Hoppipolla)


(também não devia importar quando já somos grandes.)


quarta-feira, março 16, 2011

Fernando José



"... estas palavras, ditas da forma serena mas firme..."

eles tinham a solução. eles eram a solução. o início. mas foram só um instante. quem quis ficou e, deixando, corrompeu-se. quem quis, partiu. deu o mote e prosseguiu. porque depois da conquista os abutres retalham o corpo, sedentos.

(deve ser triste de ver.)

continuo a achar que não há solução para isto. porque não há solução para a natureza humana. digam o que disserem. o que acontece a homens como este? eu digo: porque são íntegros, fazem o que têm a fazer e, depois, retiram-se. acho que sabem que não podem ficar lá, acomodados, durante muito tempo. que o envenenamento do Poder vem matreiro, aos poucos. que depois lhes sobe o estado febril. que depois mudam, mudam os princípios, deixando intactas as opiniões. pena, porque se os princípios são bons, deviam ser mantidos. serem princípios, meios e fins.

não lhe encontrei outra entrevista. para quê outro exemplo? ele já o deu. há os homens que se enrodilham no pensamento e os homens que o usam para a acção. este homem, se teve medo, não lhe deu espaço de manobra. nem deu espaço à dúvida. "Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!"

(eu fiquei. não sei bem é onde.)