"The range of what we think and do is limited by what we fail to notice. And because we fail to notice that we fail to notice there is little we can do to change until we notice how failing to notice shapes our thoughts and deeds." (Ronald D. Laing)
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segunda-feira, maio 13, 2013
sexta-feira, maio 10, 2013
Cheshire cat (i)
"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros / De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!" (...)
hmm,
Eu olho-os com olhos lassos, (...)
E cruzo os braços, (...)
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
isso!
but god damnit, man! you're not leaving me many chances.
terça-feira, junho 21, 2011
your feet were also made for walkin'
Sai de casa e vem comigo para a rua Vem,
que essa vida que tens Por mais vidas que tu tenhas
É a tua que mais perdes se não vens.
(mas é inevitável. as perdas, a serem percebidas, percebem-se sempre depois.
o que nos vale é não percebermos nem o quanto nem exactamente tudo o que perdemos.)
que essa vida que tens Por mais vidas que tu tenhas
É a tua que mais perdes se não vens.
(mas é inevitável. as perdas, a serem percebidas, percebem-se sempre depois.
o que nos vale é não percebermos nem o quanto nem exactamente tudo o que perdemos.)
terça-feira, março 29, 2011
«No man's error becomes his own Law, nor obliges him to persist in it. »
Morreu Susan Atkins, uma das "raparigas de Charles Manson" ... Depois da sua morte, o marido escreveu no site que mantém sobre ela que "ninguém na Terra trabalhou tão duramente como Susan para corrigir um erro incorrigível".
(até onde podemos errar?)
quinta-feira, setembro 09, 2010
malmequer
um bom dia
um mau dia
um bom dia
um mau dia
um bom dia
um mau dia
um bom dia
um mau dia
um bom dia
um mau dia
um bom dia
um mau dia
...
n+1.
(nunca acaba. acaba?
e porque é que não se chama bemmequer?)
segunda-feira, março 22, 2010
novos ricos
no bairro em que morei, todas as casas tinham jardim ou terraço. dava trabalho mas também permitia outras liberdades. ter um cão e dar-lhe um espaço, por exemplo. o meu vizinho tinha um dálmata. lembro-me de passar na rua e de o ver trancado na sua casota, a qual consistia numa "psicina" de tijolo com paredes de rede. ia ladrando a quem passava, e era uma tristeza vê-lo ali confinado à solidão. talvez por isso, ou por um certo receio obscuro dos donos, de vez em quando soltavam-no e deixavam-no à vontade. nestas alturas, eu sentava-me sobre a calçada da nossa casa e ficava a observá-lo. vum, vum, vum. uma volta e passava por mim. e outra, e outra. eu ficava a vê-lo, e a tentar percebê-lo. ali às voltas à casa, a correr desenfreadamente. como os ciclos da lua acelerados. como se não houvesse amanhã. ou apenas como se receasse que amanhã já não fosse livre.
(às vezes ficamos tanto tempo presos, que a liberdade nos dá para a loucura. é ver-nos correr correr e correr, cegos. a bater contra paredes, também. depois cansamo-nos. um dia. fica o que passou e aquilo em que nos tornámos. e se valeu a pena ou não.)
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