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quarta-feira, fevereiro 16, 2011

falência multiorgânica


dizem que vem por acaso, que escolhe sem dedo.
que pode ser qualquer um.

gera-se o PÂNICO. eu? eu? eu?

uma ova.

ela vem para atacar os fracos.
são sempre esses que sofrem os males.


(cuidemos das nossas fragilidades. são elas que nos lixam.)

sexta-feira, outubro 22, 2010

acordes da vida

       
"sometimes they do.
sometimes they don't."


(acerca do que nos propomos a compôr na vida. do que chegamos a compôr. e, depois, da forma como vemos o nosso desempenho.) 

             
            

quinta-feira, setembro 09, 2010

malmequer

um bom dia
um mau dia
um bom dia
um mau dia
um bom dia
um mau dia
um bom dia
um mau dia
um bom dia
um mau dia
um bom dia
um mau dia
...
n+1.


(nunca acaba. acaba?
e porque é que não se chama bemmequer?)

domingo, janeiro 17, 2010

http://www.imdb.com/title/tt0810784/


as histórias de amor valem a pena [acompanhar] para quem as vive. para quem está de fora - e não está disposto a vivê-las como se estivesse lá dentro - são um pretexto para dormir.

(ainda bem que existem as sinopses. mas, melhor que isso, são os filmes que vamos ver por acaso.)



segunda-feira, outubro 12, 2009

noutro mundo talvez


pensar que neste tempo todo que acumulamos, que em todos estes anos que andamos por aqui tantas vezes à deriva, que nesses instantes todos que deixamos (es)correr, vazios, perdidos em horas que ficam por preencher de coisas que nos encheriam a vista, que nos dariam outro fôlego, Mas que não enchem, que não dão, porque esses instantes Passam apenas com o andar (in)finito de uns quaiquer ponteiros de um qualquer relógio.
pensar que nesse tempo, nesses anos, nesses instantes, nisso tudo junto e arremessado connosco um dia à terra, ao húmus, pensar que nunca conheceremos coisas belas, belíssimas, ou bonitas apenas, que até teríamos a oportunidade de saber se o acaso o permitisse, se as coisas tivessem etiquetas pelas quais as pudéssemos procurar. e não chegaríamos a essa terra que nos aguarda enquanto não as provássemos a todas.

pensar que essas coisas que nos encheriam a vista, e o peito, se as pudessemos ver e ouvir e saber-lhes o sabor, essas coisas que nos fariam falta se soubessemos como tudo mudaria depois de as sabermos Mas que assim não faltam e nada muda porque não as sabemos, Pensar nisso, em todos essas coisas belas que são agora ou que foram e permanecem, nessas coisas que se perdem, pensar nisso angustia. porque ficam por conhecer, ficam por tocar, ficam por sentir.

porque ficam por descobrir. e toda uma vida por mudar.

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Unidade de Cuidados Intensivos


Todos temos problemas. Problemazitos, chamemos-lhes assim. E é um facto. Mas, por mais inócuos que sejam, damos-lhe sempre uma importância desmedida. Afinal, são os nossos problemas, não importa o tamanho, são sempre pedras-no-sapato.

No entanto, devido ao facto de levarmos relativamente bem a vidinha, acredito que passamos grande parte do tempo a pensar que (ou sem pensar que) desgraças-DESGRAÇAS só acontecem aos outros. Depois, avessamente, quando nos calha na vez e se nos estilhaça o mundo, desesperamos. E bradamos, Porquê-a-mim-?. É que, a partir daquele momento, o mundo deixa de ser ultrapassável. E porquê? Porque relativamente aos outros-que-nos-rodeiam, parecemos estar piores.

(falácia do contexto. na faixa de Gaza é relativamente normal aparecer um bombista suicida.)

Então, passamos a acreditar que desgraças-DESGRAÇAS, só nos acontecem a nós. Mas, por acaso, por simples acaso, infelizmente não.