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terça-feira, junho 21, 2011

your feet were also made for walkin'


Sai de casa e vem comigo para a rua Vem,
que essa vida que tens Por mais vidas que tu tenhas
É a tua que mais perdes se não vens.





(mas é inevitável. as perdas, a serem percebidas, percebem-se sempre depois.
o que nos vale é não percebermos nem o quanto nem exactamente tudo o que perdemos.)

segunda-feira, outubro 12, 2009

noutro mundo talvez


pensar que neste tempo todo que acumulamos, que em todos estes anos que andamos por aqui tantas vezes à deriva, que nesses instantes todos que deixamos (es)correr, vazios, perdidos em horas que ficam por preencher de coisas que nos encheriam a vista, que nos dariam outro fôlego, Mas que não enchem, que não dão, porque esses instantes Passam apenas com o andar (in)finito de uns quaiquer ponteiros de um qualquer relógio.
pensar que nesse tempo, nesses anos, nesses instantes, nisso tudo junto e arremessado connosco um dia à terra, ao húmus, pensar que nunca conheceremos coisas belas, belíssimas, ou bonitas apenas, que até teríamos a oportunidade de saber se o acaso o permitisse, se as coisas tivessem etiquetas pelas quais as pudéssemos procurar. e não chegaríamos a essa terra que nos aguarda enquanto não as provássemos a todas.

pensar que essas coisas que nos encheriam a vista, e o peito, se as pudessemos ver e ouvir e saber-lhes o sabor, essas coisas que nos fariam falta se soubessemos como tudo mudaria depois de as sabermos Mas que assim não faltam e nada muda porque não as sabemos, Pensar nisso, em todos essas coisas belas que são agora ou que foram e permanecem, nessas coisas que se perdem, pensar nisso angustia. porque ficam por conhecer, ficam por tocar, ficam por sentir.

porque ficam por descobrir. e toda uma vida por mudar.

sexta-feira, outubro 10, 2008

O outro lado do espelho

.
Exterior, obra vista da parte inferior.
























Exterior, obra vista da parte superior.
























Espreitar por dentro...
























Espera. Será?
























Sim, é.





















Espelho meu, espelho meu,
haverá mundo mais belo que o meu?


(cimento, baldes, blocos, ferro. um espelho cor-de-rosa.
fico a pensar no porquê.

tenho pena que, por mais bonita e colorida que seja a moldura, o mundo do outro lado do espelho seja apenas um reflexo da realidade.)