"The range of what we think and do is limited by what we fail to notice. And because we fail to notice that we fail to notice there is little we can do to change until we notice how failing to notice shapes our thoughts and deeds." (Ronald D. Laing)
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terça-feira, março 20, 2012
segunda-feira, março 05, 2012
Papillon (iv), Ou Inatentional blindness (ii)
mas compreendo o pastor. acho muito muito difícil valorizar as outras 99 enquanto não se perderem.
(é sempre assim. quando temos, está seguro e vamos à conquista do mundo. se falha a base, que se dane o mundo.)
domingo, fevereiro 05, 2012
negação
there are no such thing as complex people. or complicated people. or people unable to take decisions.
there are, instead, people who do not follow their gut [feeling].
quinta-feira, janeiro 26, 2012
mas pensas tu que temos sempre consciência dos actos?
pois digo-te eu que há pelo menos duas inconsciências. a alegre inconsciência da ceifeira, e a inconsciência perversa. a primeira vive em acção passiva, sem saber o sofrimento que pode causar nessa passividade, ou o sofrimento que poderia vir a causar a si própria se não fosse insconsciente das coisas que doem e apenas consciente do que precisa para viver.
a segunda vive na forma activa. é-se consciente até um ponto, o resto escapa-nos da mão poque é impossível compreender-se o que não se aprendeu, é difícil, impossível talvez, ver o que não fomos treinados para ver.
nem sequer temos consciência de exactamente quanta consciência temos. porque a consciência é relativa. enformada no que crescemos e no que cresceu em nós.
e se nós não vemos, como poderemos saber que não vemos?
não vendo, saberemos porque alguém nos dirá que é errado, que não se pode colocar filhos em máquinas de lavar e sentar-se calmamente num sofá.
mas é 'chamar-nos à razão' critério suficiente para que a atinjamos?
se eu te disser que deus existe, porque hás-de tu acreditar se não acreditas.
(a mente é resistente à mudança de estado. e quem diz estado diz perspectiva.)
sábado, maio 08, 2010
quarta-feira, março 17, 2010
as coisas num contexto.
primeiro foi o olhar. só depois veio o verbo.
cresce no regaço da mãe. cresce, cresce. mais e mais. a cada dia. sentem-se os dois, ao princípio, no silêncio. descobrem-se. percorrem as sensações, mesmo sem as saber. falam também. os dois durante meses. anos! aninham-se um no outro procurando conforto. o cheiro da mãe, o cheiro do filho. o toque. o contacto, corpo no corpo. o quente da pele. o filho cresce. o corpo da mãe. o corpo do filho. amam-se, mas há todo um mundo que os separa. e aos corpos também. cria-se a distância, o ver de fora. ao longe.
se tivessem sido só os dois, olhos colados, não veriam mais nada. não diriam mais nada. nem haveria mais nada. seria o sonho.
(o que custa é a falta da pele, do cheiro da pele. de tocar na pele, e de a percorrer. mas há a vida como pano de fundo.)
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