"The range of what we think and do is limited by what we fail to notice. And because we fail to notice that we fail to notice there is little we can do to change until we notice how failing to notice shapes our thoughts and deeds." (Ronald D. Laing)
Mostrar mensagens com a etiqueta crianças. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta crianças. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, junho 27, 2014
segunda-feira, agosto 29, 2011
questões
a mãe para a miúda:
- vá anda!, se não nunca mais chegamos ao outro lado da ponte.
a miúda para a mãe:
- e o que é que acontece se não chegarmos?
(é sempre bom saber que ainda há quem questione as coisas. sejam elas o que forem. ou o que quer que nos digam que elas são.)
Etiquetas:
crianças,
educação,
essa é a questão,
perguntar o essencial,
valores
sexta-feira, junho 10, 2011
eu é que disse, não eu é que disse, não não, eu é que disse!
«"Portugal não pode falhar, nem tem margem para errar, acho que todos temos consciência disso", afirmou o líder do CDS-PP, Paulo Portas, em declarações aos jornalistas à saída da sessão solene do 10 de Junho, que se realizou em Castelo Branco e onde o Presidente da República sublinhou que Portugal não pode falhar.»
«Questionado sobre a declaração do Presidente da República de que Portugal não pode "falhar", o futuro primeiro-ministro [Pedro Passos Coelho] disse apenas que todos sabem isso. "Sabemos todos isso, eu próprio disse isso durante a campanha eleitoral", referiu. »
(eu não disse. ups... mas passou-me pela cabeça... conta?)
Etiquetas:
crianças,
crise,
diz que disse,
políticas,
posts predilectos
terça-feira, dezembro 21, 2010
puzzle
"Não. O meu filho não iria desaparecer por causa da escola. É um óptimo aluno, que está à espera, neste período, de ter seis notas de cinco. O meu filho desapareceu porque foi aliciado por alguém".
"Mandei algumas mensagens e, quando adoptei um tom mais duro, obtive resposta. Disse-me que era o Igor, que tinha 14 anos e que eu me chamo Paulo. Mas duvido que fosse ele. Esses elementos são fáceis de obter e, por outro lado, utilizou termos que o meu filho nunca utilizaria. Disse "caneco". O meu filho não utiliza esses termos", acrescentou.
O pai confessa que só desde quarta-feira, quando o filho desapareceu, é que tomou conhecimento do "segundo mundo" onde o jovem se estaria a movimentar .
(há tanta coisa que não conhecemos dos nossos miúdos. onde é que os pais andam com as cabeças? será que já se esqueceram do que é ter 14 anos?)
Etiquetas:
(in)consciência,
adolescência,
crianças,
efeito pigmaleão,
escola,
expectativas,
inconsistências,
pais,
pulsão sexual
quarta-feira, setembro 29, 2010
desaire
matou-me o menino. ontem,
no meio da calçada. matou-me o menino da pistola em punho. ergueu a mira e posicionou. depois, com o olhar franzido e o sorriso maroto, puxou do gatilho e fez
Pum!
imagino a pistola carregada. a bala mortífera. não teria tempo de pensar, por certo. mas
era só cola, por sorte. era apenas uma pistola de cola.
(passam os filmes na TV. os heróis de arma em punho, os cowboys. não, os assassinos natos, os terroristas; vivem os vilões no jogo. a tarefa é matar e vencer. há o prazer expresso no herói. há os pontos amealhados. o próximo nível.há também o terror dos que são mortos. há o medo, o sofrimento. nas faces estende-se o esgar infeliz da sensação que percorre o corpo. o sangue esvai-se. há gritos. e os meninos, vêem? porque não haviam de ver?
juro que não percebo, será inato? porque é que preferimos o gozo do poder à compaixão pelo sofrimento.)
quarta-feira, setembro 15, 2010
Causas para a desgraça dos povos (IV)
os meninos na praia à noite. uma tenda montada. as dunas minúsculas, ondulantes, fazendo desenhos sombrios. os caracóis loiros, as perninhas lançadas no chão, a mão rechonchuda e rosa que se estende ao alto. lança a areia num fiozinho que escoooorre. e cai cai cai, como mil estrelinhas doiradas transformadas em prata pela luz da lua. tudo isto encoberto, sob o olhar vigilante de um pai que, de dentro da tenda, observa. deitado sobre a bossa estomacal, afasta os olhos da criança à medida que se aproximam os vultos curvilíneos. nas covas oculares, revolvem-se-lhe os olhos sempre que passam as moças. e um olhar negro, voraz, lança-lhes no caminho a baba que se desprende dos lassos beiços. "queres companhia?", ataca.
remexe ainda na areia, o menino, lança-a ao alto, enquanto deita o olho à cena. enquanto, sem se aperceber, a vai guardando na memória.
(tanta inocência que se estreita, e que desaparece, sufocada pelas mentes instintivas e insatisfeitas destes pais.)
quinta-feira, setembro 10, 2009
impulsos (II)
o que não quer dizer que uma vez por outra não possa vir a brincar com a Política. porque é tão engraçada que se torna difícil resistir-lhe. é quase como com as crianças: podemos não perceber patavina do que dizem, mas isso não nos impede de brincar com elas. certo?
claro que é possível que a nossa incompreensão acabe por suscitar uma enorme frustração na outra parte. e claro que também é possível que nós, embrenhados numa conversa de surdos, façamos uma tremenda figura rídicula. mas enfim.
quarta-feira, junho 24, 2009
estava escrito.
(imagem daqui)
pois claro que sim. então? já a Bíblia, esse livro avançadíssimo para a sua época, há uns bons aninhos previa isto: «Deixai vir a mim as criancinhas (...) » (Mt 19,13-15; Lc 18, 16).
(esperemos é que não acerte no Apocalipse.)
Etiquetas:
bestialidades,
bíblia,
crianças,
futebol,
jesus,
jornais,
mania de constatar o óbvio,
miúdos,
posts predilectos,
religiões
terça-feira, março 31, 2009
Birras
(Guimarães, Julho 2008)
(ando a deixar o blog de parte. deixo-o sossegadito no seu canto, a girar sobre si próprio. ele chora e eu ignoro. ele grita e eu ignoro. ele faz birra, pede atenção, e eu, impassível, viro a face. mas custa. só que, dizem os mais experientes, os meninos para crescerem fortes têm que ser volta-e-meia ignorados. isto, ou coisa que o valha.
enfim, ignorar. até pode ser desculpa. mas eu, de qualquer forma, também nunca consegui fazer grande coisa ao mesmo tempo. por isso, tenho-me desviado para as outras fixações. digo-o até sem grande vergonha: eu, ultimamente, deixo o menino num canto, e ando às voltas com a vida.)
sexta-feira, fevereiro 06, 2009
Causas para a desgraça dos povos (II)
Hoje de manhã tive uma aparição. Negríssima. Uma criatura medonha, grande vermelha e barriguda, caminhava lenta e segurando com rédea curta um pequeno cachorro saltitante. Quando passei pelos dois, ouvi o dono numa voz arrastada e trombonesca: Anda cá, cão. Estremeci. Conjuntamente, tive uma visão do inferno. Quantas criaturas inocentes não são colocadas, atreladas, nas mãos despóticas de bestas?
Etiquetas:
animais,
Aparição,
bestas,
crianças,
despotismo,
inocência,
políticas,
possuir-um-animal,
terceiro-mundo,
tiranias
quarta-feira, janeiro 28, 2009
Na Baixa, hoje
O homem encontra a mulher e pergunta ao menino:
- então pá, 'tás bom ou quê?
O menino, ainda a mastigar o pão da manhã, responde num aceno meio envergonhado:
- hm hm...
Só que o homem volta:
- então, mas gostas de ser bom ou não?
(penso que nos andamos a esquecer de perguntar o essencial às nossas crianças.)
Etiquetas:
Baixa-de-Coimbra,
crianças,
educação,
valores
quinta-feira, outubro 23, 2008
sexta-feira, outubro 17, 2008
Como animais (se me permites)
«Tem muitas virtudes como os olhos grandes e as longas pestanas, como as vacas.»
(Keshab Shrestha ao El País, acerca da candidata escolhida para kumari, isto é, reencarnação da deusa Durga. Este é um dos 32 critérios físicos que as candidatas devem possuir. Na lista figuram também ter peito de leão, coxas de veado, pescoço como uma concha, e voz suave e clara como a de um pato [suave? o pato? ok.]. Parece-me a mim, na minha profunda ignorância acerca destes assuntos, que estão à procura de uma Quimera.)
(fonte: Visão, n.º 233, semana de 16 a 22 Outubro, 2008)
(Keshab Shrestha ao El País, acerca da candidata escolhida para kumari, isto é, reencarnação da deusa Durga. Este é um dos 32 critérios físicos que as candidatas devem possuir. Na lista figuram também ter peito de leão, coxas de veado, pescoço como uma concha, e voz suave e clara como a de um pato [suave? o pato? ok.]. Parece-me a mim, na minha profunda ignorância acerca destes assuntos, que estão à procura de uma Quimera.)
(fonte: Visão, n.º 233, semana de 16 a 22 Outubro, 2008)
Etiquetas:
animais,
crianças,
deusas,
Durga,
governo nepalês
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
O que é que estão aí a fazer parados
a olhar? perguntou ela ingénua dos seus lábiozinhos rosados como quem não percebe homens a olhar para paredes e janelas e jornais do outro lado do passeio com as mãos nos bolsos.
- À espera. (Ou terão dito 'Nada'?)
(À espera? Da vida talvez. Erro comum.)
- À espera. (Ou terão dito 'Nada'?)
(À espera? Da vida talvez. Erro comum.)
Subscrever:
Mensagens (Atom)


