"The range of what we think and do is limited by what we fail to notice. And because we fail to notice that we fail to notice there is little we can do to change until we notice how failing to notice shapes our thoughts and deeds." (Ronald D. Laing)
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segunda-feira, outubro 28, 2013
segunda-feira, maio 20, 2013
intervenção divina. isso Ou genealógica.
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| foto: íman de frigorífico da sô dona m.m.g. |
ah não, espera!, - parece que este ano foi mesmo o Jesus. malandreco.
(post dedicado com muito fervor à FJ, encéfalo-mor da espiral medula)
domingo, março 31, 2013
segunda-feira, abril 11, 2011
Solidão (III)
as coisas existem enquanto nos lembrármos delas.
(pergunto-me,
se há tantas guerras que se fazem em teu nome,
se há tantos homens que acham conforto no teu silêncio,
porque te julgam ouvir, porque te querem ouvir,
o que acontecerá se um dia as pessoas te esquecerem?
seremos nós mais felizes, ou
mais perdidos,
e sós?)
quinta-feira, abril 07, 2011
Hábitos (II)
Uns decidem chamar a atenção sobre si de uma determinada forma, outros têm vícios.
preferem ganhar a atenção dos outros na postura de coitadinhos. mostrar o quão vítimas são em geral. Mártires até!, pobrezinhos, uns sacrificados pela vida. pronto, não ganham esta vida nem os prazeres dela, é certo. mas então, com tamanho imolação, pelo menos têm o céu garantido. Se o houver.
segunda-feira, novembro 08, 2010
novas velhas estratégias

"Será que ele veio para salvar... ou destruir o mundo?".
hem? andamos com as perguntas ao lado.
qual quê!, ele veio foi para dar o privilégio a alguns de não pagarem o IVA.
terça-feira, outubro 05, 2010
coloquialidades
anda para aí um cartaz com a pergunta: o que diria a Deus se O encontrasse? eu andei a pensar nisto, e confesso que fiquei indecisa. acabei com 3 opções de resposta.
1) antes que ele tivesse grande tempo, e porque é porreiro e tal, espetava-lhe de enfiada com o
Então,-tudo-bem?-Tudo.
2) na mesma linha, mas numa versão mais formal, arregaçava a manga e puxava do
Passou-bem?-Muito-obrigada.
3) mas acertado mesmo era meter a minha melhor cara de pasmo, e exclamar:
então, Meu, por onde é que tens andado?!
domingo, maio 09, 2010
quinta-feira, setembro 17, 2009
entre, não saia.
estreou recentemente no topo da minha rua um salão da igreja evangélica. outrora fora uma loja de brinquedos 'for kids' e depois uma tabacaria com café, jornais e internet. esteve encerrada uns tempos, como sempre acontece às lojas falidas, e esqueceu-se. foi por isso, talvez, que calhei a reparar. descia a couraça pequena e reparei numa luz poente que entrava pelas portas de vidro já descobertas. lá dentro, uma criança percorria as filas de cadeiras e, reparando em mim, veio espreitar-me.
à porta um convite muito simples para entrar, 'Entre (há ar condicionado)'. ok, então se há ar condicionado!... espreitei também. é um salão pequeno e simples, sem estátuas de santos nem ecos em naves imensas, nem paredes a relembrar os passos do Cristo, nem altares cinzelados a ouro. não. tem apenas umas poucas filas de cadeiras de plástico verde-mar, uma casa-de-banho bem sinalizada com a placa 'WC' e, à noite, uma luz forte de cozinha moderna. sentadas, 4 ou 5 pessoas escutavam descansadamente o orador. e pareceram-me a mim que estavam em casa.
instantaneamente, lembrei-me das missas a que já assisti. e das igrejas em que já estive. tudo parecia tão simples e bonito quando dito e escutado naquele contexto e, depois, inevitavelmente perdido assim que metíamos o pé cá fora, no momento em que fazíamos a transição para a outra realidade, retornando às coisinhas do dia-a-dia.
assim, de repente, apetece-me tecer uma teoria acerca do contexto. se eu estou na gala do Presidente da Répública é provável que estranhe ver pessoas nuas. se eu for à praia essa estranheza depressa me passa (não?). porque estou no contexto. mas os contextos têm que ter continuidade, se é que querem que as aprendizagens de um tenham continuidade no outro. se eu me dispo no ginecologista e acho normal, não quer dizer que 5 minutos depois quando entrar na mercearia me vá despir também. porque o contexto mudou. e o nosso cérebro sabe-lo bem.
talvez seja por isso que tantos medos de elevadores se tenham que curar no elevador que se usa todos os dias, e não no consultório onde se fala deles ao psicoterapeuta. e quem diz elevadores diz aranhas, diz aviões, diz até igrejas que pareçam cafés, ou salas de aula ou até gabinetes de trabalho. que se assemelhem ao contexto cá fora, ao mundo real. que falem a mesma linguagem, a do dia-a-dia. para que não sejamos levados a mudar de contexto. e, consequentemente, a mudar também a nossa forma de pensar, e de agir.
quarta-feira, junho 24, 2009
estava escrito.
(imagem daqui)
pois claro que sim. então? já a Bíblia, esse livro avançadíssimo para a sua época, há uns bons aninhos previa isto: «Deixai vir a mim as criancinhas (...) » (Mt 19,13-15; Lc 18, 16).
(esperemos é que não acerte no Apocalipse.)
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quarta-feira, março 26, 2008
Ainda bem que há o outro.
Tenho andado a pensar na vida. Nas coisinhas da vida. Nas coisinhas minúsculas. Nas coisas do nosso tamanho. Neste mundo. Nas pessoas. No mundo que as pessoas construíram. Nas mesquinharias. Nos nadas. Nos nadas e nas tardes de chuva. Na luz cinzenta por entre a janela de uma casa vazia. Na velha dessa casa vazia. Nos filhos dessa velha que viveram numa casa cheia que agora é vazia. No abandono dessa velha. Nos anos que passam. Em tudo o que se deixa para trás. Nos sonhos que tínhamos. Nos sonhos que já não temos. Nos sonhos que decidimos apagar, à medida que a nossa sombra cresce. No que víamos e já não vemos. No que não víamos e passamos a ver. Na ilusão. Na desilusão. No sentido da vida. No sentido desta vida. No tempo. Nos velhos. Nos velhos doidos. Nos velhos que nos olham. No que os velhos vêem. Nos novos que já foram. Nos novos que foram como nós. No que nós ainda não vemos. Nas rugas e na celulite. No que vemos dos outros. No que vemos nos outros. Nas relações. No que nos liga aos outros. No que queremos dos outros. No que eles querem de nós. Nos medos. No sentido desta vida. No que vale a pena. No que não vale. No dinheiro. Na Política. No Pinóquio. Nas políticas. Na batalha naval dos crescidos. No poder. Nas pressões. Nas verdades que se escondem. Nas verdades que nunca saberemos. Nas verdades que não existem. Nas mentiras que nos vendem. Nas mentiras em que escolhemos acreditar. No fardo desta vida. Na morte. Na fé. Nas crianças. Nas crianças degoladas com os olhos postos no sonho. Nos adultos engravatados, e razoavelmente vivos. Nas crianças adultas. Nos adultos embirrentos e chatos. Nos adultos cruéis. Nas mãozitas endurecidas pelo peso de uma arma. No olhar das crianças. Nas crianças sem olhar. Na fragilidade da vida. No azar. No destino. No imprevisto. Na injustiça. Na ironia da vida. Nas coincidências. No acaso. No que insistimos em querer dar nome. No que não tem nome, nem sequer existência. No que queremos explicar. No que não tem explicação. No homem e na sua natureza. Na essência do homem. Neste jogo em que entramos nem sei bem quando. Neste jogo de aparências. Neste jogo nojento. Em pulsos cortados. Em medos. No resto. No que vale a pena. Nos laços que nos amarram aqui. Nos laços que temos e que, nem assim, nos permitem ficar. Na eterna ironia da vida. Em faces no chão e o vento na face. No fim. Enfim, na vida. Triste, mesquinha, pesada e injusta. O que vale é que é curta, muito curta.
(A minha mãe diz: ainda bem que há o outro, senão – credo! – isto seria uma injustiça. Fico a pensar que para suportarmos esta vida apenas precisamos de uma boa, muito boa mentira.)
terça-feira, abril 10, 2007
Oh Glória, O que é que tu achas do Céu?
O outro dia a minha mãe disse-me Eu gosto muito de vocês, mas quando a morte estiver perto sei que me vou sentir muito indecisa… – por um lado estarão vocês, mas do outro está o meu pai e os meus tios, de quem tenho tantas saudades...
Que Fé é essa que levas contigo e que não te deixa desesperar mesmo nos tempos mais carrascos? Que esperança é essa que carregas no Peito e que não te deixa recear o Fim de tudo?
Às vezes penso que a Esperança de que um Pai-maior-que-tudo existe é simplesmente perfeita para o nosso medo primitivo de solidão. Este Pai acompanha-nos mesmo nas horas mais escuras, nas dores mais pesadas, nas lágrimas mais fundas. Este Pai promete-nos um Céu para as nossas boas acções, faz com que a nossa vida tenha um sentido, e que a nossa existência não acabe num simples último suspiro. Este Pai promete-nos a Eternidade. E uma recompensa para os sofrimentos que aqui, neste mundo real, passamos.
Às vezes penso quão perfeito é acreditar Nele durante a vida e que apenas a carne se extingue no momento da Morte. Pois, se quando morrermos a Terra for só terra e o nosso Corpo e Alma somente pó, que memória consumida estará lá para nos revelar que o resto não existe?
quinta-feira, abril 05, 2007
São homens, meu Senhor, são homens...
(...) Hoje para eles sou Rei. Amanhã o que serei?
Aquele que Ressuscitou na Mente daqueles que nele acreditaram.
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