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domingo, março 31, 2013

every year, around spring time.






















creio na ressurreição dos mortos

(ou dos que, talvez, estavam apenas um pouco adormecidos).





quarta-feira, abril 27, 2011

[indeterminado]




Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
define com perfil e ser
este fulgor baço da terra
que é Portugal a entristecer
brilho sem luz e sem arder,
como o que o fogo-fátuo encerra.
Ninguém sabe que coisa quere.
Ninguém conhece que alma tem,
nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ância distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...


(melhor perdido no nevoeiro que
encharcado no lodo da perdição.

do nevoeiro escapa-se com cautela,

mas do lodo dificilmente escapamos
sem a garganta imersa e
a mente suja.

sejam as flores a bandeira. efémeras sim, perecíveis é um facto
mas
constantemente renováveis.)


quarta-feira, março 18, 2009

«Hoje [já] é o dia.»





So fathers be good to your daughters
Daughters will love like you do (...)

On behalf of every man
Looking out for every girl
You are the god and the weight of her world

So fathers be good to your daughters
Daughters will love like you do
Girls become lovers who turn into mothers
So mothers be good to your daughters, too


(porque isto de se ser pai começa-se do início, desde o ventre. desde o ventre em que cresce o filho, desde o ventre em que cresceu o pai. desde o ventre primeiro, até. ser pai começou ontem, na preparação. e, como diz o ditado, falhar na preparação é preparar-se para falhar.)



música: Cat Stevens, Father and Son, from Tea for the Tillerman, 1970;
letra: John Mayer, Daughters, from Heavier Things, 2003

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

7 vidas (ou, pelo menos, 82.6* carnavais)


Às vezes apetecia-me começar este blog(ue) todo outra vez. Compô-lo mais resoluto, mais colorido, mais bonitinho. Ou, pelo menos, simples. Isso, muito simples.

(e, depois, tudo o resto também. tipo a vida. recomeçá-la uma e outra e outra vez. até ter esgotado todas as possibilidades sonhadas. calculo é que os 82, nem sequer os 82.6, carnavais chegassem para o efeito.)



*esperança média de vida à nascença esperada para as mulheres portugueses no ano de 2009.