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quinta-feira, janeiro 13, 2011

3:45






não sei se as relações humanas têm alguma coisa de lógico. mas deverão ter, talvez,
pelo menos muito de prático.

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sábado, maio 22, 2010

Se (2)

  
há o motorista de autocarro com os olhos escorridos atrás dos óculos escuros. há o pendura que entra no autocarro, que conhece o motorista e por isso lhe leva a viagem de borla. já viu o que era eu agora ir a pé até lá abaixo sob este calor, era uma crueldade!. há o rabo de cavalo loiro-a-caminhar-para-o-grisalho, sujo e desleixadamente preso. há a magreza extrema. há os dentes, um ou outro, a enfeitar a caverna que se abre num sorriso. há a conversa que, com muita pena minha, tive que deixar a meio.

motorista:
- olhe, eu, comecei o dia primeiro que você!
pendura:
- então, pois claro que sim. levantou-se primeiro que eu! agora, já viu, se eu me tenho levantado antes de você, tinha eu começado o dia primeiro!

   
          

sexta-feira, maio 21, 2010

prime number

    
quando achas que não tens lógica nenhuma.
e, afinal, até te acham uma.
           
             


terça-feira, novembro 03, 2009

constatações


se é sabido pelas leis da gravidade que a água tende a escorrer pela face abaixo enquanto tomamos duche, que por coesão as moléculazinhas 'molhadas' - que estão na cabecinha e que continuam na testa e que encharcam também os olhinhos pela simples razão que nos molhámos de cima a baixo - que essas moléculazinhas vão querer manter-se juntinhas e vão também querer misturar-se não sei por meio de que obscuro mas decerto lógico princípio, Porque raio, Digam-me porque raio!, fazem champôs que ardem nos olhos?


terça-feira, junho 16, 2009

O Quadrado da Lógica (II)


se não escorregarem na banana. reduz-se: a probabilidade de darem um tombo. reduz-se: a probabilidade de ameaçarem a integridade óssea. então reduz-se: a recorrência a serviços de radiologia. então reduz-se: o número de radiografias feitas. então reduz-se. o número de radiografias em casa. então reduz-se: a quantidade de radiografias oferecidas para reciclagem. então reduz-se: a quantidade de prata extraída. então reduz-se: a quantidade de prata à venda nos mercados internacionais. então reduzem-se: os fundos para projectos de desenvolvimento humano.

(quando virem uma casca, coragem: prego a fundo, escorreguem na banana.)

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Irrefreável


Temos as coisas à nossa frente e, impulso irresistível, tratamos logo de as compor, de as arranjar, de as meter na ordem. Como se as coisas tivessem ordem e não fossem somente um punhado de contínuos, sem qualquer direcção ou sentido.

Vejamos: acontece-nos a maior coisa, a coisa mais injusta, a coisa mais incerta. E, zás, Não percebo, tem que haver aqui qualquer coisa, Isto tem que ter uma razão, uma explicação plausível. Então, pegamos nas coisas, arrumamos as coisas, damos números e nova ordem às coisas. Damos um sentido às coisas. Mas esquecemos que essa não é a ordem natural das coisas, que as coisas não têm fado, nem sequer um sentido.

Que são um punhado de coisas, só isso. Que a minha verdade não é mais verdade que a tua só porque a tua segue uma lógica e a minha vive em anarquia. Não. À verdade não interessa a lógica, a verdade não precisa de ser válida.


(Confrontei o meu pai, intimei a minha mãe. Exijo saber! – o que foi que aconteceu ao meu triciclo! O triciclo? Qual triciclo? Ah, O triciclo. Não sei. Não o deixámos lá na escada? Alguém o levou, nunca se soube quem. Quero saber a verdade! Foram vocês que o fizeram desaparecer! Nóoos? Não filha… Senti-me ridícula. Uma teoria tão boa, assim deitada pelo chão. Segundos de lucidez assim desperdiçados pela parte-desconhecida-das-coisas, Bolas.)


Mas o pior disto tudo ainda está para vir. E o pior é que, na procura desesperada de um sentido-para-a-existência, acabamos por perceber que as coisas-para-acontecerem também não precisam de ser verdade – que se dane a verdade! quem sabe a verdade? ninguém. e ainda assim tudo existe e é. – Não. As coisas-para-acontecerem basta-lhes chocarem umas com as outras.

segunda-feira, maio 12, 2008

O Quadrado da Lógica.


Tenho uma teoria.
O ambiente é mutável, e muda frequentemente.
Pessoas instáveis mudam quando o ambiente muda.
Eu sou instável.
Logo, mudo frequentemente.
Solução: parar a mudança do ambiente! (:P)
       
(é por isso que nos devíamos tornar todos ambientalistas.)