"The range of what we think and do is limited by what we fail to notice. And because we fail to notice that we fail to notice there is little we can do to change until we notice how failing to notice shapes our thoughts and deeds." (Ronald D. Laing)
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sábado, junho 18, 2011
domingo, junho 27, 2010
quando x tende para o infinito, y vai-se reduzindo a nada.
havia um rei.
sonhar uma coisa é querê-la.
nas pontas dos dedos. tocá-la.
querer tocá-la.
querer uma coisa é consumi-la. no sonho,
com o pensamento.
desejá-la.
eu-que-ro-te. quero
-te. como te imagino.
estendo os dedos e alcanço-te.
és-tu-a-qui.
és ouro. ouro. [mas...] ouro para quê?
tornas-te não comestível,
não consumível.
tu aqui deixas de ser alcançável -
passas a ser alcançado.
não aprazível.
tu-can-sas-me.
o que eu quis não é o que eu devia ter querido. o que é que eu
quero? o que é que eu
vou querer?
sonho. quero
outra coisa qualquer. de preferência
não-al-can-çá-vel.
(quando o sonho tende para o infinito, a vida vai-se reduzindo a nada.)
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