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segunda-feira, março 14, 2011

e que se tenha uma atitude diferente, que não encaixe?! que se batam por ela, e não se deixem simplesmente levar pelas massas.


isto abaixo, daqui.

"Um 'e-mail'

Uma leitora, Ana Caraballo, enviou-me um e-mail que cito com autorização.

"Trabalho a recibos verdes, e não vou protestar pelo direito a um contrato de trabalho, nem pelo fim dos recibos. Não quero nada disso. Quero continuar a trabalhar a recibos verdes, pasme-se. Quero ser freelancer, que loucura! Quero ser dona da minha reforma, do meu tempo, do meu nariz, quero ser dona daquilo que ganho com o meu trabalho e não andar a sustentar este Estado gordo e despesista. É que ninguém se lembra que a precariedade pode ser o facto de nos extorquirem aquilo que ganhamos sem qualquer ajuda do Estado. Não quero um lugar cativo de onde não posso ser despedida, faz-me bem ser competente e dar o meu melhor, mantém-me actualizada, mantém-me viva! Não quero subsídios de férias. Quero gerir aquilo que ganho de modo a fazer as minhas férias com os meus próprios recursos. O drama é que com esta carga fiscal não consigo gerir aquilo que ganho. Como é que se explica que quem tem menos direitos tem mais deveres? E aqui escreve-lhe uma pessoa que não quer essas porcarias desses direitos. Quero uma redução dos deveres. Quero o Estado o menos possível na minha vida. Não quero nada deles e quero que precisem o menos possível de mim. Nunca votei em nenhum deles."

Ao que sei, a Ana é "jovem". Ao que sei, a Ana participou na manifestação dos ditos "à rasca". Ao que sei, a posição da Ana é desalmadamente minoritária num desfile dominado pelo mito reaccionário da "estabilidade", apropriado pela extrema-esquerda e enfeitado, com certa naturalidade, por skinheads. De qualquer modo, a lucidez da Ana previne contra generalizações abusivas das pessoas que, desgraçadamente, se deixam definir enquanto "geração". Para lá das lamúrias dos "jovens" oficiosos, para lá dos resignados hinos de Homens da Luta e Deolindas, ainda há quem privilegie a liberdade. Ainda há vida, portanto, mesmo que o seu carácter residual, quase excêntrico, já não permita o luxo de haver esperança."


(e se a atitude nos arremessar às massas? força. mas se não for por aí, porque é que tem que ser por aí?)


terça-feira, setembro 22, 2009

'tirar' o sumo, e não 'o leite, das pedras'.




















publicidade [algures] daqui.


não sei se eles quiseram dizer exactamente o que me passou pela cabeça que eles pudessem querer dizer, nem sei porque raio iriam eles querer dizer o que eu acho e me parece que eles até quiseram dizer, mas vamos supor que eles nem quiseram dizer o que eu acho e suponho e acredito até que eles quisessem dizer porque, de facto, nem sei o que é que isso teria a ver com goiaba, ou mais a mais, com fruta. ou espremendo bem o assunto, com o néctar das coisas. nem sei porque é que a goiaba, filha do Brasiu e numa aparente historinha de amor, quereria pertencer à nossa selecção nacional de frutas. quer? mesmo? hm. enfim, alguma razão deve haver.

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Catástrofes naturais, chamam-lhes eles.
















(Rock In Rio, Lisboa, Junho 2008)


As baratas são uma praga
a malária uma devastação
a cólera uma epidemia
a SIDA uma desgraça…

e nós?

(algures no tempo, enquanto assistia esmagada contra o próximo às serenatas coimbrãs, surgiu-me pela primeira vez esta questão. assim, visto-parcialmente-de-fora, compreendo que o planeta nos queira erradicar.)