Mostrar mensagens com a etiqueta desculpas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta desculpas. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, abril 21, 2010

a vida é como um jogo de futebol (1)



podes ter mais - muito mais! - de 50% de posse de bola, e aumentar grandemente a probabilidade de ganhares o jogo. mas, ainda assim, podes não ser eficaz. e ganhar o outro.

(na tentativa de justificar que, o facto de eu ser parvinha em mais - muito mais! - de 50% das vezes, não quer dizer nada. nadinha!)



(suspiro)



segunda-feira, outubro 26, 2009

corrigendum


A menina de porcelana pede desculpa pelo que a i., sua representante real, disse um destes dias ao almoço acerca dos intermináveis minutos de mimo-muito-mimo-e-embalo-muito-embalo no Baby Channel enquanto se olha para um peixinho paciente e se ouve uma musiquinha tra la la.
De facto, enterrou-se a si mesma e ao post do mesmo dia. porque as coisas para serem descobertas, têm que ser observadas. mas, mais que isso, tem que se ir com disponibilidade para a contemplação.

E o que acontece é que eu e o Baby Channel ainda não nos enfrentámos nesses preparos.

quarta-feira, maio 13, 2009

Desculpas


I
Tempo. 24 horas. 1440 minutos. 86400 segundos, fora as imprecisões. Tanto tempo, se formos a pensar que podemos demorar apenas uns quantos milisegundos a formar um pensamento. Não me perguntem porquê mas de facto não consigo arranjar tempo, no meio de tanto tempo, para escrever um post. Porquê?

(pronto. desculpa [esfarrapada] número 1 para não actualizar o blogue [quase] há séculos.)

II
Limites cognitivos, i.e. Burrice pura. Os posts escrevem-se quando pensamos em algo razoável (ou não) que queremos partilhar com os outros. Ora eu, sinceramente, nos últimos tempos sinto-me limitada cognitivamente para pensar, decentemente, no que quer que seja. E daí que ande a resistir à partilha de opiniões desconexas com os outros.

(desculpa número 2 para não actualizar o blogue há séculos. e também aquela que espero que explique este post…)

III
Ser livre para partilhar o vazio que habita a minha cabeça, e as ideias disconexas. E, a propósito do 25 de Abril, Liberdade é querer escrever um post e mandar tudo para o ar e escrever o post. Mas: Eu sou, supostamente, uma menina adulta e responsável (sou? hm). Não posso, sem-mais-nem-menos, deitar tudo para o ar e escrever o post (não?). Não. Raios. Pelo que me parece, a liberdade é uma função exclusiva. Isto é, ou temos a liberdade, ou temos o resto. Não podemos é ter ambos. E, visto que este mundo nos exige, a partir de uma certa idadezinha (não me perguntem é qual), umas quantas responsabilidades – que serão, infelizmente, quase a totalidade do resto – o que acontece à liberdade é triste: empurrada borda fora. Que raio de liberdade é esta que quer tudo e não nos deixa ser livres para ter o resto também? Nestes termos, a liberdade torna-se inconsistente e, por isso, uma tanga. Logo, não tenho liberdade, principalmente para escrever acerca do vazio que habita a minha cabeça, e das ideias disconexas que o tentam - impossivelmente - conectar.

(desculpa número 3, e a mais [des]idealista, para não actualizar o blogue há séculos.)


p.s.: Estou com medo, confesso. Aconteceu-me o mesmo com o Diário: de um momento para o outro pensei Já não tenho paciência para isto. E encerrei o caderno. Ou isso, ou estou numa Fase (uuuuuui!): a porcelana está a precisar de uns reparos, de uns reforçozinhos aqui e ali (fragilzinha, hem?… ui ui!). A precisar de tempo. E voltamos ao ciclo das desculpas.

sexta-feira, março 27, 2009

Ciclos


«Dan: Everybody wants to be happy.
Larry: Depressives don't. They want to be unhappy to confirm they're depressed. If they were happy they couldn't be depressed anymore. They'd have to go out into the world and live. Which can be depressing.»

[Mike Nichols, Closer, 2004]


(vícios, hábitos, fugas. o que lhe quiserem chamar. a verdade é que se põe a vida a passar por um filtro mel-oh-dramático. e tudo ganha um sentido: a culpa é nossa, merecemos sofrer. Ou então: a vida é injusta, e é, e nós não merecemos sofrer. mas sofremos. somos então mártires. e merecemos um céu.)

(a depressão intriga-me. é também uma questão de força de vontade, ou não podemos mesmo lutar contra a biologia? Ou ainda, apesar de tudo o que perdemos, o que é que nos faz manter a depressão?)

terça-feira, março 24, 2009

Shining
















 (os meus sapatinhos)



Eu olho. Vejo aquele casaco colorido sarapintado peludo e moderno. E penso Que raio? Torno a olhar. Ups. Abruptamente, desvio os olhos para o tecto. Espreito. Mas porque raio veste ela aquilo (para além do facto de ter uma ‘etiqueta’ com trademark)? Será que gosta? Não pode. Gosta?, Mesmo? Hm. Viro, e reviro os olhos. Desfaleço.

(o mundo visto de fora, de facto, não tem nada a ver. só mesmo quando calçamos-os-sapatos-dos outros percebemos que, depois de nos habituarmos, diferenciar as coisas passa a não ser assim tão fácil.
fora isto, a take-home message é que: usar coisas fundamentalmente ‘foleiras’ até dá um certo gozo. quanto mais não seja pela reacção que provoca nos outros.)