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segunda-feira, junho 13, 2011

Papillon (iii), Ou Inatentional blindness


mas somos tão insatisfeitos. e impacientes. e desatentos.

não deixo de me lembrar que o JC, independentemente de ter sido Filho, apenas homem ou personagem de um livro, vinha com umas histórias ilustrativas de muita questão.
lembro-me da parábola da ovelhinha perdida. do senhor pastor que tinha 100 ovelhas e que perdeu uma. ora ficando ainda com as 99, foi com a perdida que se preocupou mais. ora pois, as 99 estavam seguras, a outra é que andava por parte incerta! sem saber se voltava ou não, foi a ela que o pastor dispensou os maiores cuidados.
mas não posso deixar de pensar que, dispensando maior atenção a uma, e ainda que aparentemente seguras, ficam as outras mais vulneráveis.

(volta e meia perdemos nós também uma. sem saber se foi dar só uma volta ou não, vamos tentando manter viva a esperança, com sobressaltos e muitos cuidados, que um dia regresse. mas, enquanto isso, e com muita ginástica para direccionar a vista teimosa!, devíamos agradecer ter ficado com as outras 99.)


quinta-feira, dezembro 02, 2010

a quente


«Quando se ganha jogos importantes podemos chorar de alegria. Quando perdemos por 4 ou 5 não se pode sair a chorar, mas com vontade de jogar a próxima partida. É pena jogarmos sábado. Gostava que fosse amanhã já, porque depois de um jogo tão mau e de resultado tão negativo só há que voltar a jogar e a ganhar».


(é exactamente o que eu penso após uma péssima exibição. gostava que fosse já amanhã a próxima vez. enquanto a insatisfação ainda nos está quente nas veias e grita por desforra. enquanto ainda ferve a revolta de sermos tão limitados. enquanto ainda raspa na ferida e dói a crença de que poderíamos ter sido melhores, mas não fomos.)



quinta-feira, novembro 05, 2009

«...enquanto não alcances não descanses...»






















Alberto:
- Terás tu... Terás tu achado o que procuro? (...)
Tomás:
- Não sei o que queres dizer. Mas tenho a certeza de que não achei o que procuras. Porque, se tu procuras, só tu podes achar.


(Vergílio Ferreira, Aparição, 1959, p.146)