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segunda-feira, janeiro 31, 2011

flanquear de alto


domingo à tarde no parque atolado de gentes, um menino chora chora chora, vá-se lá perceber o porquê. pode ser do sol que brilha demais, ou da areia molhada e engraçada para calcar, pode ser do frio que mal se sente, ou ainda da brincadeira interrompida. pode nem ser nada, mas ele chora e fá-lo desalmadamente, enquanto estende um a um os pézinhos minúsculos num equilíbrio sofredor.

diz-lhe a avó com um tom pachorrento:
- anda cá bébé, anda cá, vem chorar para o carro que está mais quentinho.


(ele que chore, aquilo a mim calou-me.)