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sexta-feira, abril 27, 2012

reminiscências (iii), com paradoxo


por portas e travessas, ou por um simples processo de recuperação de informação espacial, encontrei o punhado de números e letras. yupii.
antes disso, 2 dias antes disso para ser exacta, tinha enviado o bonito do e-mail a pedir que as autoridades responsáveis me dissessem qual a minha música favorita de há 5 anos. não me responderam. loooogo! responderam-me 4 dias depois do meu e-mail, já muito posteriormente ao meu desgrenhamento capilar parcial, exactamente 2 dias depois de eu encontrar os números e as letras. mas responderam, valha-nos nosso senhor.
mas, não satisfeitos por se terem dado ao trabalho de enviar o e-mail de resposta, escreveram ainda ternamente: verificámos que acedeu ao nosso website após o seu pedido, pelo que depreendemos que tem o problema resolvido.
ora pois!, pensei eu, se tivesse enviado o e-mail mais cedo, eram estes senhores bem capazes de me terem respondido antes.
     
     
( -.-'' )
             
            

terça-feira, abril 10, 2012

reminiscências (ii)

           
faz-se uma coisa há coisa de cinco anos. recebe-se um punhado de números e letras para agora e para também mais tarde recordar. pedem-se-nos as preferências para referência, aquelas que mudam com as modas e os cortes de cabelo, aquelas que mudam com a idade e com as medidas de tempo. pedem-se-nos as preferências e ficam, os punhados e as preferências, juntinhos. usa-se esse punhado de números e letras um punhado de vezes para fazer certas e determinadas coisas. certo, certíssimo. deixa-se de usar esse punhado de números e letras um punhado de vezes porque se deixaram de fazer certas e determinadas coisas. correctíssimo. passam-se cinco anos. há novas certas e determinadas coisas para fazer. há o punhado de números e letras para reutilizar. mas quem raio se lembra do punhado de números e letras? ou sequer de onde se o guardou? tudo bem, má memória. certo, certíssimo. má organização dos dados pessoais. correctíssimo. há a opção de recuperação. oba. vamos lá recuperar o alfanumérico então. insira a sua música preferida de há 5 anos. como? i said insira a sua música preferida da altura.


([suspiro]. não sei se percebo as pessoas. mas, definitivamente, acho que elas não percebem o carácter volátil da memória, o carácter efémero da preferência, nem muito menos o carácter eterno da mudança.)
         
        

quinta-feira, dezembro 16, 2010

ontem o j. perguntou-me como é que se desenhava um 'k' minúsculo. - sei lá!, - não te lembras?! mas tu uma vez desenhaste-o.


sabem porque é que o saber não ocupa lugar? porque nos despojamos dele.

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(odeio saber que as vezes que os meus pais já Bateram Com A Testa Na Parede Para Finalmente Conseguirem Perceber Alguma Lógica do Dia-A-Dia não se transmitem à descendência pelo milagre bonito da biologia reprodutiva. porque por mais que nos contem as coisas, que nos digam as coisas, que nos impinjam as coisas, somos nós - nós! - que temos que Caminhar Os Caminhos Para Aprender A Cair E Não Ficar Muito Tempo No Chão A Pedir Falta. porque as aprendizagens são individuais e subjectivas [bolas!]. pronto, está bem, aceito [que remédio!]. sei que Vou Ter Que Voltar A Escorregar Onde Outros Já Escorregaram Para Conseguir Aprender Algo Acerca De Como Caminhar Para A Sobrevivência. mas,
após aceitar esse facto codificado na caixa preta a que não temos acesso, odeio saber que depois de todas as quedas, de todos os estalos, de todas os espetáculos infelizes, de toda a ingenuidade mal-passada, de todo o tempo que se passa a aprender Como Não Escorregar nas Folhas Dos Passeios Após Assentar Valentemente O Rabinho No Chão, essas aprendizagems não duram para sempre. [bah.])